Coconiki

 
por causa de doença séria

... SFF, para as telefonemas pelo sr. Lucas ; ele não pode aceitar as chamadas. 3/4 do tempo não esta em Portugal.

Especialmente as pessoas qua ligam até 5 -10 vezes por dia.

Se tem perguntas urgentes, pode sempre mandar um e-mail e vamos tentar responder o mais breve possivel.

Obrigado

 

 


CACATUA PALMEIRA NA NATUREZA


AVES CRUZADAS (7)

 

 

 

 

 

 


TEMOS ADQUIRIDO ALGUMAS NOVAS AVES BEM COLORIDOS

BARRABAND DILUIDO

REDCAP POSSIVEL PORTADOR DE LUTINO

ASA VERMELHO "AMARELO"


MAIS AVES DO HARRY

Aqua gigante e opalino muito forte (em baixo no meio)

 

opalino aqua muito bom, (em baixo a esquerda) ... e opalino verde em cima da mesma qualidade

 

uma grande variedade e todas aves com 91-92 pontos no minimo

 

vê a intensidade da mascara !

 

Jovem, opalino & macho ... imagina

 

2 lutinos jovens muito bons, 1 opalino extremamente bom e 2 faces laranja com a cor muito vivo.

 

Se ainda tiverem duvidas .... !!


TRICHOGLOSSUS RUBRITORQUIS

É uma nova mutação ? Possivel. Parece um faded. Nasceu em Belgica.

 

 

Nasceu com os olhos vermelhos que depois de uns dias tornaram-se escuros.

A ave não tem anilha e o dono tem a ave para vanda.


UM WEBSITE QUE TODOS OS CRIADORES DE AGAPORNIS DEVEM CONHECER

http://www.ornitho-genetics.info/?page_id=2484


CATURAS COM PENAS CASTANHAS


A pulsação deste passaro, aumenta até 1,300/minuto durante a sua 'dança de namorro'


UPDATE
ESTAS AVES SÃO PARA VENDA

O MELHOR CRIADOR DE ROSEICOLLIS, O HOLANDÉS HARRY WATTEL, PARROU A CRIACÃO
... algumas das aves dele ...
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Agora ha um espaço livre no topo ... Alguem esta interesado ?

... e algumas das suas prémios no maior concurso para agapornis (esquece o campeonato do mundo !), o BVA MASTERS, que tambem conta com campeonata europeia. Este concurso é admissivel só para socios do BVA, mas para quem realmente quer 'ser alguem' no mundo dos agapornis é 'the place to be'.
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E o Harry é o criador com o quadro de honra o mais elaborado neste concurso.

Uma serie de DVD acerca os psitacídeos da Australia


Estes DVD podem ser encomendados aqui

http://store.wptestoreuk.com/servlet/Detail?no=263

 

Comprando estes DVD, ajuda o trabalho do WPT (World Parrot Trust) e os pstitacídeos na natureza.


fischeri na natureza

... repare que as aves têm bastante amarelo no peito. Agora, a proxima vez falanda do 'cor selvagem', pensa bem que em realidade estas a falar do 'cor de aves de exposição' ...



NOS VERDILHÕES JA EXISTEM MUITA BOAS MUTACÕES

... por exemplo o agata e o agata-pastel

 

foto : P. de Dreu

foto : P. de Dreu

 

... E TEMOS ALGUNS CASAIS PARA VENDA !


CORVO ALBINO : ha mais mutações de aves que podemos imaginar


Receita caseira simples para limpar gaiolas

Por pedido de varias criadores, publicamos novamente.


. É seguro, eficaz e uma maneira económica para manter a sua gaiola saudável e higienizada.



É assim qua a vossa ave pode ser, depois de viver muito tempo numa gaiola suja.


Ninguém gosta de viver numa casa suja, e a sua ave não foge à regra. Como proprietário de um pássaro, você é o responsável por manter a sua gaiola arrumada e limpa - uma necessidade para garantir a sua saúde e conforto. As aves podem ser criaturas desorganizadas, e às vezes você precisa mais do que apenas um pano húmido para eliminar restos de alimentos e fezes secas, de difícil de remoção. Porque as aves são muito sensíveis aos vapores químicos e odores, deve ter cuidado na escolha do produto para não prejudicar o seu animal de estimação. Aqui está uma receita fácil, uma solução segura e eficaz para higienização da gaiola, que você pode fazer em casa. Em poucos minutos e com alguns dos ingredientes comuns que se tem em casa, é o suficiente para se entreter a manter a gaiola da sua ave, limpa e bonita - bem como poupar-lhe muito tempo. Você vai precisar de: 1 pulverizador limpo/novo 3 xícaras de água quente 3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio (fermento químico) 2 colheres de sopa de sumo de limão puro O sumo de limão é totalmente seguro para as aves e contém enzimas naturais que actuam como um desinfectante para matar as bactérias e ajudar a eliminar o material orgânico.


Agora, são estes cores que procuramos num passaro saudavel !


Dicas para mistura: - Certifique-se que a água está quente. A água quente é melhor para dissolver os ingredientes em pó, como o bicarbonato de sódio. Você tem que ter a certeza que os ingredientes são distribuídos homogeneamente na mistura. - Adicione os ingredientes um de cada vez. Novamente, para se certificar de que a mistura é tão homogênea quanto possível, misture em água quente, um após o outro. - Tenha a certeza de usar um borrifador limpo. A reutilização de um borrifador vazio que já foi utilizada com um líquido de limpeza comercial nunca é uma boa idéia. Embora lave bem o borrifador, muitas vezes os restos da substância química ficam impregnados no plástico. A coisa mais segura a fazer é comprar borrifador novo por usar. Estes geralmente podem ser comprados por menos de 1 euro e podem ser encontrados em praticamente qualquer supermercado ou loja. - Enxaguar e secar superfícies limpas. Embora esta limpeza é seguro para as aves, é sempre melhor após a lavagem, secar as superfícies limpas para um melhor conforto do seu animal de estimação. - Lembre-se de descartar o que não utilizou. Se deixar o borrifador com o resto que não foi utilizado, como contém sumo de fruta é como deixar crescer um jardim de bactérias. Deite sempre fora o que sobrou, é preferível fazer uma nova mistura sempre que precisar de limpar a sua gaiola. Este líquido de limpeza caseiro é uma ferramenta útil para tornar a sua vida um pouco mais fácil. Além de ser uma forma barata e eficaz de eliminar a sujidade, proporciona uma alternativa segura para os agentes de limpeza comerciais nocivos. Ao proteger a saúde do seu pássaro e o seu ambiente desta forma, é uma solução fácil e económica de higienização.


Nova trans (!)-mutação do agapornis fischeri

DILUIDO

Essa mutação foi transmitido do agapornis nigrigenis e neste momento ja existem cruzamentos da geração F6 e ja podemos aceitar que essas aves são principalmente fischeri.

As duas aves em baixa são verde e D verde.

 


Essas aves são tão bonitas que não podemos os esquecer...

... e temos alguns disponivel.

 

 

 

 


ALGUNS FOTOS DE AVES ... SÓ PORQUE SÃO LINDOS ...

... E ESPECIAIS ...

 

Calyptorhynchus magnificus magnificus 'azul'

Calyptorhynchus (zanda) funereus 'amarela'

Callocephalon fimbriatum

Aratinga jendaya 'vermelho'

Ognorhynchus icterotis

 


KEA - NESTOR NOTABILIS

Distribuição Geográfica

Sendo uma ave endémica da Nova Zelândia, o Kea encontra-se desde Nelson até Fiordland e Marlborough.

Habitat

Desde os 600 até aos 2000 m (1968 a 6560 pés).

O Kea vive em vales de florestas de “faia” (Nothofagus) na linha sub-alpina, dos 600 a 2000 m de altitude. No Verão o Kea habita preferencialmente em zonas de arbustos em altitudes mais elevadas, na tundra alpina, encontrando-se no Outono nas zonas mais elevadas ricas em arbustos de bagas, dos quais se alimenta, para no Inverno voltar para as zonas mais baixas, na floresta.

Descrição Física

Peso : 920 gr em média

Comprimento : 48 cm em média

O Kea é um papagaio com o porte aproximado de um corvo, com cerca de 48 cm de comprimento em adulto. Tem a cabeça castanho-esverdeada e a parte inferior do corpo mais escura, com as bordas pretas. O seu corpo tem a plumagem verde-bonze oliva, as bordas das suas primárias são azuis oliva e a parte inferior das asas são cor de laranja avermelhadas com barras amarelas que se extendem para os flancos. As penas de cobertura do dorso são vermelhas acinzentadas, chegando à rabadilha. A superfície superior da cauda é verde-bronze, e a superfície inferior é amarela acinzentada. O Kea tem uma mandíbula superior grande e muito curva chamada “culmens”. As fêmeas têm “culmens” mais curtos e menos curvados que os machos e pesam cerca de 20 % menos que os machos. Os Kea juvenis têm coroas e ceras amareladas.

Dimorfismo sexual


Os machos são maiores, e nas fêmeas o bico é menor e menos curvado.

Reprodução

O Kea reproduz-se apenas uma vez por ano.

Estação reprodutora : Preferencialmente entre janeiro e julho.

O Kea tem um sistema de acasalamento polígamo. Os machos lutam pela dominância e a hierarquia é rígida: em certos anos apenas cerca de 10 % dos machos têm o direito a acasalar. A dança nupcial geralmente é iniciada pela fêmea, que se aproxima do macho e o convida ao jogo adoptando uma postura submissa e alisando as penas. O macho regurgita alimento que oferece à fêmea e copulam depois.

O Kea já foi observado a reproduzir-se durante todo o ano excepto no Outono. O seu período de reprodução principal vai de Janeiro a Julho. Fazem os seus ninhos em buracos entre pedras ou debaixo de raizes. Têm posturas de 2 a 4 ovos e incubam por 3 a 4 semanas. As suas crias altriciais [as suas crias ao eclodir ainda são muito dependentes do progenitor, nascendo sem penas e com os olhos fechados], emplumam após 13 semanas, após o que saiem do ninho e dispersam passadas mais 5 a 6 semanas, abandonando a zona do ninho. Os machos ficam sexualmente maduros aos 4 ou 5 anos, enquanto as fêmeas aos 3 anos de vida.

Principais características reprodutivas


Assim que a fêmea termina a postura senta-se no ninho e incuba por 4 semanas. Durante este tempo ela raramente abandona o ninho sendo alimentada pelo macho. Após a eclosão dos ovos o macho continua a alimentar a fêmea e ela por sua vez alimenta as crias. Ao mês de vida já o macho começa a alimentar ele próprio directamente as crias. As crias emplumam às 9 a 13 semanas de vida, e nesta altura o macho assume sozinho a responsabilidade de as alimentar. Ele continua a alimentá-las por mais cerca de seis semanas. Depois disso os juvenis dispersam da área onde nasceram e viajam em bando por 2 a 3 anos, antes de se fixarem numa área que seja sua.

Longevidade

Média da duração de vida (em cativeiro): 47 anos
A esperança  de vida na natureza ainda não foi documentada.
Comportamento


O Kea é extremamente inteligente e uma ave muito social. Vivem em grupos familiares e por vezes constituem agregados de 30 a 40 aves que se alimentam em locais priveligiados, como os depósitos de lixo. Os Keas exibem um comportamento social muito variado, incluindo jogos muito complicados. Têm hierarquias de dominância, mas estas nem sempre são lineares. Por exemplo, um macho adulto pode ser dominante sobre um macho adulto jovem, que é dominante sobre um macho juvenil, que por sua vez pode ser dominante sobre o macho adulto. Experiências com Keas sugerem que indivíduos dominantes podem forçar subordinados a cooperar em tarefas que beneficiam apenas o dominante. Também, já foi demonstrado que o Kea em cativeiro pode aprender tarefas complicadas ao observar outros, apesar desta capacidade não ter sido observada na natureza. Tem sido proposto que a vida no ambiente alpino extremo tenha encorajado o Kea a explorar oportunisticamente os arredores. Eles frequentemente investigam as actividades humanas e são conhecidos por poderem destruir acessórios de carros e equipamentos de ski. O Kea é uma espécie diurna, começando por efectuar o seu conhecido chamamento logo de pelo nascer-do-sol, alimentando-se  até ao fim da manhã. Geralmente descansam durante o resto do dia e voltam a procurar alimento perto da noite, por vezes até depois do pôr-do-sol, acabando por procurar um ramo onde dormir. A distribuição destas actividades diárias varia com o tempo; o Kea é bastante intolerante ao calor e dispendem muito mais tempo a descansar nos dias mais quentes.

Comunicação e Percepção


O Kea percepciona estímulos visuais, tácteis, auditivos e químicos. Comunica através de um reportório muito variado de vocalizações, incluindo o chamamento em voo, pelo qual são denominados, “kee-ah”. Também comunicam através de variadas expressões faciais e postura corporal.

Hábitos Alimentares


Os Kea são papagaios omnívoros oportunistas. As folhas, rebentos e nozes das “faias” do Sul (Nothofagus) são especialmente importantes na dieta dos Kea. Os alimentos consumidos variam conforme a estação do ano. Na Primavera alimentam-se de “margaridas da montanha” (Celmisia) e escavam o solo à procura de pequenos rebentos de plantas e de insectos. No Verão consomem o néctar e o pólen de flores de “linho” da montanha (Phormium colensoi) e “Metrosideros”. Comem bagas de “Coprosma” e “Podocarpus nivalis”, as suas folhas, frutas, sementes e flores, bem como as de outras plantas também. No Verão comem ainda larvas de besouros, gafanhotos e caracois. No Outono comem folhas e rebentos de “faia” e continuam a escavar o solo à procura de raizes, bolbos, frutos e sementes de outras plantas. Os Kea escavam nas lixeiras, durante todo o ano, à procura de carne e medula óssea, entre outros restos. Estas últimas fontes alimentares tornam-se particularmente importantes no Inverno, quando os alimentos vegetais são demasiados escassos. Finalmente já houve relatos de que os Kea possam comer coelhos e ratos, mas eles ganharam uma reputação especial por atacarem as ovelhas, apesar de só atacarem as doentes ou já feridas.

Predação


Os falcões da Nova Zelândia (Falco novaeseelandiae) já foram observados a atacarem Keas, mas nunca houve um relato de terem conseguido matá-los. Os Kea mantêm-se alerta a ataques aéreos enquanto comem, e unem os esforços do grupo para perseguir os próprios falcões que ameacem um qualquer dos seus.

Papel Ecológico


Sendo oportunistas e consumidores generalistas, os Kea são consumidores primários, secundários e de alto nível. No passado tiveram provavelmente um conjunto de competidores por comida, tais como o Kaka (Nestor meridionalis), as moas (Anomalopteryx didiformis, Emeus crassus, Euryapteryx curtus, Euryapteryx geranoides, Megalapteryx didinus e Pachyornis spp), o Kakapo (Strigops habroptila), o “takahe”  (Porphyrio mantelli), bem como os corvos da Nova Zelândia (Corvus moriorum). Mas o desenvolvimento humano alimentou a extinção em massa de aves nativas da Nova Zelândia. Todas as moas, o “takahe” e os corvos estão actualmente extintos, e o Kakapo é extremamente raro. De todos esses, apenas o kaka continua a poder competir com o Kea e onde as suas distribuições coincidem, estas duas espécies correlacionadas de papagaios utilizam as mesmas fontes alimentares.

Papel económico para o Homem


Negativo : o Kea foi conhecido por atacar ovelhas e por essa via perpetuar as infecções por Clostridium. Esta bactéria pode causar envenenamento do sangue, que geralmente é fatal. Cada vez mais os papagaios entram em contacto com as habitações humanas e as lixeiras. O Kea tem sido culpado por destruições importantes nos carros, como os limpa-pára-brisas, os tecto de abertura automática, ou inclusivamente destruirem todo o sistema de alarme da viatura. Estas aves são também responsáveis por roubarem objectos humanos,como óculos de sol, por exemplo.
Positivo : os Kea são extremammente importantes na indústria do turismo da Nova Zelândia. Estas aves foram denominadas de “palhaço dos Alpes da Nova Zelândia”, pelo Departamento de Conservação, e atraiem verdadeiras multidões.

Conservação

O Kea é classificado como vulnerável pelo IUCN, e a BirdLife inclui-o nas espécies com área limitada. O seu comércio é regulamentado pelo CITES, apêndice II, como quase todos os papagaios. O Kea é ainda protegido e regulamentado, na Nova Zelândia, pelo “WildlifeAct” desde 1953, pelo “National Parks Act”, o “Animals Protection Act” e o “ Trade in Endangered Species Act”. Qualquer destas leis proibe a captura de Keas em propriedades públicas ou privadas, proibindo ainda os maus tratos e a sua exportação. No entanto o contrabando de papagaios é um negócio muito lucrativo em todo o Mundo e o Kea continua a ser frequentemente capturado e a ser alvo de exportação, no mercado negro de aves. É desconhecido o número exacto de aves que ainda vive na natureza. As estimativas variam entre apenas 2.000 e 5.000 aves, mas de momento a população selvagem de Keas parece manter-se estável, especialmente nos parques nacionais e outras áreas protegidas.

O Kea adquiriu uma reputação negativa de atacar as ovelhas e também por isso tem sido perseguido; como resultado apenas desta perseguição estima-se que mais de 150.000 aves tenham sido abatidas no passado, num esquema que envolvia recompensas económicas ilegais, pelo menos até 1971.

Avicultura

Geral: papagaios activos com um carácter brincalhão e muito curioso; investiga tudo e todos; têm o hábito de se aproximar andando de lado; activo durante a noite e mesmo com mau tempo, são aves robustas e muito capazes de suportarem o clima do centro e norte da Europa; facilmente aceita viver em sistema de colónia, exigindo a disponibilidade de ramos grossos e raízes; deve ser desparasitado.

Acomodação: um aviário com pelo menos 6 x 2,5 x 2 m (18 x 7,5 x 6 pés) com o chão em terra; deve-se fornecer esconderijos com tubos e raizes de árvores e uma sala interior com chão de areia grossa; no Inverno deve ser protegido da geada.

Dieta: milho na espiga ou cozido, arroz, amendoim, semente de girassol (também germinada), cânhamo e ração de pombos demolhada; abundância de fruta, vegatais (cenoura, batata, etc., crua ou cozida), tomate, repolho, beterraba, etc.; troncos de árvore apodrecidos com insectos vivos no seu interior (aviário exterior); gordura de carneiro com alguma carne; minerais e suplementos vitamínicos regularmente.

Reprodução em cativeiro: muito bem sucedida; ninhada de 3 a 4 ovos, incubação de 29 dias, as crias emplumam às 10 semanas; reprodução também muito bem sucedida no sistema de colónia; em qualquer caso um requesito mínimo é a presença de ramos grossos e raizes bem como tubos (plástico ou barro) que terminem em zonas mais largas para o ninho [tipo luras do coelhos]; as aves jovens devem permanecer com os pais por vários meses.


NOTA: temos 4 casais disponíveis para os criadores certos e selecionados!


  

 


PAPAGAIOS ECLECTUS DE SUBESPECIES PUROS SAO MUITO RAROS !

Estamos a considerar em importar um grande grupo de papagaios eclectus, várias subespécies, linha pura, o objectivo final desta "operação" consiste no estabelecimento de um LIVRO GENEALÓGICO e PROGRAMA de REPRODUÇÃO CONTROLADA, para preservar estas maravilhosas aves da hibridação. 

Um centro de criação mundialmente conhecido na Ásia oferece este grupo para venda ainda este ano.


casal reprodutor de eclectus r. halmahera

O centro de criação contém todas as subespécies de eclectus, criados exclusivamente de acordo com o standard das subespécies, a origem dos progenitores e selecção com base no DNA. 

Se nos decidirmos a importar este grupo, haverá algumas aves disponíveis para criadores conscienciosos. Lembre-se, não vamos oferecer as aves a qualquer um. Você será solicitado a assinar uma carta concordando com todos os princípios estabelecidos na referida carta. Isso é feito para evitar a comercialização destas aves raras, de serem manuseadas por criadores inexperientes ou sem responsabilidade, ou qualquer outra forma de má prática

roratus jovens

Você será solicitado para alojar as aves de forma adequada, para permitir a inspecção periódica, para acompanhar todo o maneio, reprodução, alimentação, ... e outras regulamentações. Você não será capaz de vender os pássaros nem as suas crias a qualquer outra pessoa, sem oferecer primeiro para o grupo.  

Antes de ser selecionado para participar neste projecto, receberá a visita de uma delegação do livro genealógico e programa de melhoramento, que irá aconselhar sobre a sua adequação como membro. A decisão é final. E ... os pássaros não são baratos. 
Tudo isso pode soar muito duro e difícil de cumprir, mas não o é para aqueles que têm o estado de espírito certo para conservar o eclectus e todas as suas subespécies. Há - por outro lado - muito mais vantagens de ser um membro, que será explicado a você, caso seja solicitado. 
Quem estiver interessado pode contactar-nos para obter mais informações através do formulário de contacto.


polychloros azuis

 


As Origens do Voo: Como os Dinossauros com Penas Aprenderam a Voar
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Por Bob Strauss, “About.com Guide”

Apenas há 20 anos, a ideia de que as aves descendem dos dinossauros pareceria completamente ridícula: as aves são pequenas, leves, e graciosas, enquanto que os dinossauros são enormes, pesados e pautam pela falta de aerodinâmica. Mas com o acumular de provas – fósseis de dinossauros com penas, bico e outras características intrínsecas das aves – a relação dinossauros / aves foi ganhando adeptos e passou a ser uma corrente de opinião científica. Hoje, é raro o paleontólogo que conteste que as aves tenham tido origem nos dinossauros.

Deinonychus
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Contudo isto não quer dizer que todos os aspectos científicos da transição de dinossauro para as aves estejam resolvidos e explicados de uma vez por todas. Os investigadores continuam a discordar acerca de quais os dinossauros que sejam melhor correlacionados com as aves modernas, ou mesmo se os dinossauros terrestres tinham penas e, talvez o mais controverso, como é que estas “proto-aves” deram o enorme salto evolucionário para o poder do voo.

A Origem das Penas

Primeiro que tudo o início. Ainda antes que qualquer dinossauro pudesse levantar voo, este teria de estar equipado com a chave evolucionária que permitisse a adaptação ao voo: a pena.

Por que razão, e como, é que os dinossauros desenvolveram penas? É um erro comum entre os leigos da teoria da evolução assumir que as penas se desenvolveram com o fim específico do voo. A evolução, contudo, é um processo “cego” – desconhece para onde vai, antes de lá chegar. Por esta razão, a explicação aceite entre os cientistas é a de que os dinossauros desenvolveram penas como forma de isolamento nos climas frios (e, possivelmente, como estratégia de melhorar a sua imagem perante os olhos do sexo oposto).

Se isto parece improvável, tenha-se em consideração que até as espécies de aves que são incapazes de voar há milhões de anos, continuam a ter penas. Se o objectivo das penas fosse apenas o voo, não haveria razão, de uma perspectiva evolucionária, para os pinguins ainda terem penas: de facto, eles poderiam aproveitar melhor de um bom casaco de pêlos.

Os primeiros dinossauros com penas parecem ter entrado em cena há cerca de 140 milhões de anos. Com o passar das Eras, as penas primitivas (eram curtas e parecidas com os pêlos) gradualmente evoluíram para as especificações actuais, do tipo achatado, com as quais estamos familiarizados actualmente, que estão mais aperfeiçoadas no aprisionar do ar (e isto é uma mais valia no isolamento). Neste ponto uma questão que se coloca por si própria é: como é que estes dinossauros com penas fizeram a transição para o voo?

velociraptor
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Teoria #1: Dinossauros – ”Running leap” – Salto em Corrida

Extrapolando retrospectivamente a partir do comportamento das aves modernas, tais como as avestruzes, é razoável de inferir que os dinossauros mais pequenos, que caminhassem em duas patas, pudessem chegar facilmente a velocidades de 30 a 40 milhas por hora [48 a 64 km/h]. Como se acredita que as aves tenham evoluido do grupo dos Theropoda – dinossauros bípedes e carnívoros como os Deinonychus e Velociraptor – passou a ser moda de retratar estes (e outros) carnívoros revestidos a penas.

Eis como a teoria “running leap” ou do Salto em Corrida explica: uma vez que eles sejam forçados a atingir as suas velocidades máximas ao perseguir as suas presas (ou ao tentar fugir e iludir os carnívoros seus predadores), os Theropoda terão descoberto que o seu revestimento de penas isoladoras lhes terá acrescentado uma aerodinâmica melhorada, vantagem esta, que os ajudaria a aterrar directamente na sua próxima presa ou a sobreviver a mais um dia em fuga. Dado que os Theropoda melhor alimentados, ou aqueles com maior capacidade de fuga aos carnívoros, poderiam produzir mais descendência, a tendência evolucionária seria a de estes virem a ter penas maiores que lhes dariam mlehor apoio de voo. A partir daqui seria apenas um pequeno passo para o voo de curta duração.

No excelente documentário “The Four-Winged Dinosaur“ da série documental americana “Nova", episode acerca dos “Microraptor” recentemente descobertos na China, um cientista é citado no sentido de que as crias de algumas espécies de aves podem reproduzir esta herança evolucionária antiga. Embora eles ainda sejam incapazes de voar, eles podem saltar mais longe e trepar para cima de superfícies inclinadas, com a ajuda das suas penas – a mesma vantagem de que beneficiaram os primitivos Theropoda.

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Teoria #2: Os Dinossauros – “Fell Out of Trees” – Cair das Árvores

As aves não são os únicos animais cujo comportamento pode ser extrapolado para os primitivos dinossauros. Os esquilos voadores pairam pela floresta, de árvore em árvore, saltando dos ramos mais altos e abrindo as membranas alares, de pele entre os seus membros anteriores e posteriores. Eles não têm o poder de voo, claro, mas conseguem planar por distâncias impressionantes, até cerca de dois terços do comprimento de um campo de futebol.

É concebível, que algumas espécies de dinossauros tenham vivido nas árvores (isto implicaria ter um tamanho reduzido e a capacidade de escalar). De seguida poderiam então ter seguido o caminho evolutivo dos esquilos voadores, planando por distâncias cada vez mais longas, conforme as suas penas se fossem progressivamente adaptando a uma forma optimizada. Em algum ponto, a inovação evolutiva das suas asas lhes teria permitido voar por períodos indefenidos.

O maior problema desta teoria “arbórea”, como é chamada, é o de que é muito mais fácil de imaginarmos que o voo se desenvolvesse a partir da necessidade de velocidade no solo (a imagem de um dinossauro aterrorizado desesperadamente movendo as suas asas vestigiais para fugir a um predador) do que como resultado da necessidade de planar de árvore em árvore. Também porque, até à data, nenhum esquilo voador conseguiu adquirir a capacidade de voo (com excepção do “Bullwinkle´s pal Rocky”, da série de banda desenhada americana).

Corrente de Opinião Acerca dos Dinossauros e Aves

O problema (se assim se lhe pode chamar) dos dinossauros com penas é o de que novas espécies estão continuamente a ser descobertas, muitas delas na China. Uma vez que estas espécies datam de épocas diferentes, separadas entre si por milhões de anos, resulta díficil para os paleontólogos reconstituir a linha evolutiva exacta que existe entre os dinossauros e as aves.

O “Microraptor” é um bom exemplo. Nos documentários “Nova”, esta criatura estranha com quatro dedos provoca imensa discórdia entre os paleontólogos, alguns dos quais os encaram como um beco sem saída evolutivo, enquanto outros como uma forma intermédia entre os dinossauros e as aves, e outros ainda como se não fossem de todo dinossauros do ponto de vista científico, mas sim um desdobramento de um ramo da árvore evolucionária, ainda antes da chagada dos dinossauros.

Hoje a maioria dos paleontólogos subscreve a teoria de que: a) as aves são descendentes dos dinossauros e b) o voo desenvolveu-se a partir do chão, e não a partir das árvores. Mas como em todos os assuntos pré-históricos, estas visões poderão mudar com o próximo fóssil descoberto.


Mais artigos deste genro em http://dinosaurs.about.com/

Bob Strauss é um escritor e autor de vários livros; é um especialista em conferências científicas para audiências de leigos e profissionais, sobre explicações de conceitos e descobertas.

A evolução e o comportamento do extraordinario papagaio eclectus.
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parte 1/2

Por Jessie Zgurski

O Enigma do Eclectus

No alto da copa da densa floresta húmida da Australásia vive uma das mais extraordinárias e espectaculares aves da natureza, o Papagaio Eclectus (Eclectus roratus). Embora o seu estranho comportamento o afaste de outras aves, ele é bem conhecido pelas suas cores brilhantes e pouco usuais. O bonito macho apresenta uma cor verde esmeralda vibrante, enquanto a elegante fêmea tem uma cor vermelho rubi escura, habitualmente com um colete de penas violeta ou cobalto.

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As duas aves são tão diferentes que não foi imediatamente perceptível para os biólogos que machos e fêmeas pertenciam a uma mesma espécie. Os machos descobertos e descritos em primeiro lugar pelo biólogo ocidental PLS Müller, numa ilha da Indonésia em 1776 (1). Contudo as fêmeas, que seriam mais difíceis de conseguir observar que os machos, só foram descritas em 1837 (1). Mas só em 1874 os dois sexos foram finalmente considerados como a mesma espécie, com o mesmo nome científico, Eclectus roratus.

Porque os machos e as fêmeas são completamente diferentes nas suas cores, faz com que o Eclectus seja o “excêntrico” na sua família. Ainda que existem outras espécies de papagaios em que os machos e as fêmeas também têm uma aparência diferente (têm dimorfismo sexual), nenhum evidencia uma diferença de cor tão extrema entre os sexos. Por exemplo, o macho adulto de Ringneck (Psittacula krameri) tem um anel preto à volta do pescoço, enquanto a fêmea não o tem. E mesmo nas espécies de papagaios mais sexualmente dimórficos os machos não desenvolvem a sua plumagem adulta senão após várias mudas (só se tornam sexualmente dimórficos ao 2º ou 3º ano). Os Eclectus são diferentes e já as crias são muito fáceis de sexar, mal as primeiras penas surjam: os rapazes são verdes e as raparigas são vermelhas.

A forma de dimorfismo sexual vista nos papagaios Eclectus é estranha mesmo quando comparada com todas as outras espécies de aves. Não é raro que os machos das aves sejam mais extravagantes quando comparados com as fêmeas – os pavões são o exemplo perfeito disto – mas nos Eclectus, nenhum dos sexos é mais colorido que o outro, embora seja a fêmea que possa sobressair mais na natureza devido à sua cor vermelha. Os machos podem confundir-se mais na folhagem verde da copa das árvores.

A razão para as diferenças entre macho e fêmea nos Eclectus confundiram os biólogos até muito recentemente. De facto, um dos mais influentes biólogos evolucionistas do séc. XX, o Dr. Bill Hamilton, ficou tão perplexo com o Eclectus, que nas suas conferências frequentemente mostrava um slide com a foto de um macho e uma fêmea Eclectus e proclamava que só estaria pronto a morrer quando conhecesse a razão porque um era verde e o outro vermelho (2). O Dr. Hamilton falava frequentemente acerca desta excepcional espécie de papagaio, e dizia que apesar de haver contribuído para resolver muitos problemas difíceis da biologia, não conseguia explicar porque o Eclectus apresenta as suas cores desta forma.

No entanto, em 1997 o dr. Robert Heinsohn da Universidade Nacional da Austrália iniciou um projecto de longo prazo, investigando o comportamento e a ecologia do papagaio Eclectus. O Dr. Heinsohn avisado para o mistério não resolvido do Eclectus pelas conferências do Dr. Bill Hamilton, decidiu estudar esta espécie devido a apresentar uma forma de dimorfismo sem paralelo no mundo das aves. Precisamente porque ainda ninguém o conseguiu explicar satisfatoriamente, este é um perfeito mistério biológico à espera que o resolvam.

Poucos biólogos de campo tiveram tanto trabalho com o Eclectus antes do início deste projecto, sobretudo porque estudá-los no ambiente selvagem coloca muitas dificuldades logísticas. Os ninhos dos Eclectus estão habitualmente situados a uma altura considerável nas árvores, a uma média de 22,2 metros do solo (3). Além de que os buracos dos ninhos estão situados muito afastados um dos outros, já que para as populações australianas de Eclectus, existe apenas um buraco disponível para ninho em cada km2 de floresta. Isto quer dizer que qualquer biólogo interessado em estudar os papagaios Eclectus deve estar disposto a andar por muitos quilómetros de floresta húmida densa, e subir a árvores que têm dezenas de metros acima deles, tudo isto num ambiente de calor e humidade opressivos.

O Dr. Heinsohn decidiu pegar neste desafio, e dirigiu a sua equipa para encontrar quarenta ninhos de Eclectus nas suas duas primeiras épocas, estudando as aves na floresta húmida na Península do Cabo York, na ponta nordeste da Austrália. Viajar numa floresta é um trabalho difícil e os pesquisadores tinham de descansar em camas molhadas e enrolados em folhas de árvores. O facto de os Eclectus poderem fazer muito barulho à volta dos seus ninhos certamente que os ajudou a localizar, apesar de as aves fugirem de imediato assim que davam pela presença do homem. O tempo passado num avião também ajudou o Dr. Heinsohn a localizar locais potenciais de ninhos, dado que os Eclectus gostam de nidificar em árvores mais altas e emergentes o que facilita a sua localização a partir do ar.

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Assim que eram identificados os locais dos ninhos, de novo começava o trabalho árduo. Uma vez que os ninhos dos Eclectus estão tipicamente a uma altura de 15-30 m, nas árvores, o Dr. Heinsohn e a sua equipa tinham de usar a tecnologia da corda para subir às árvores e examinar os ninhos, colher pequenas amostras de sangue das crias, e apanhar quaisquer penas deixadas pelas fêmeas. Estas penas seriam usadas como amostras de DNA. Subir cordas numa floresta húmida e quente é de uma exigência física incrível, e o Dr. Heinsohn estima que se colocasse árvore a árvore, uma em cima da outra, ele terá subido a uma árvore equivalente a dez vezes mais alta que o Monte Evereste.

Subindo aos ninhos nas árvores pode ter acesso às crias de Eclectus, mas capturar os machos adultos, para que pudessem ser anilhados e identificados, foi um desafio muito maior. O Dr. Heinsohn e a sua equipa tiveram de colocar redes acerca de trinta metros acima do solo, para conseguir apanhar os papagaios Eclectus adultos. E assim que eram apanhados os papagaios adultos não foram fáceis de manejar. Tal como qualquer detentor de papagaios bem sabe, eles podem picar de forma muito dura. Os pesquisadores também tiveram de construir observatórios a 20 m do solo, nas árvores, para que pudessem observar as aves sem as disturbar.

No fim, todo o trabalho de campo esgotante e desafiante acabou por permitir aos pesquisadores reunir dados que desmistificaram muitos dos excepcionais comportamentos dos papagaios Eclectus. O Dr. Heinsohn testou primeiro hipóteses em função da evolução das diferentes cores em machos e fêmeas dos papagaios Eclectus, estudando (“medindo”) os comprimentos de onda das cores das aves e do seu meio ambiente, utilizando um espectrorradiómetro (5). Este instrumento mede as várias propriedades da luz reflectida ou emitida pelos objectos. Foi importante medir objectivamente utilizando tal instrumento, porque os papagaios não vêem o mundo pela mesma maneira que os humanos o vêem. Os papagaios podem ver a luz até ao espectro do ultra-violeta, que é invisível ao olho humano. Isto significa que um objecto que se confunde com o meio ambiente ao olho humano pode realmente ser muito diferente para um papagaio.

Tais medidas do comprimento de onda das cores indicam que os machos Eclectus, com a sua extensa plumagem verde, se confundem com a folhagem das copas das árvores nas quais se alimentam. Isto fá-los imperceptíveis às aves de rapina que os predam. Os machos passam várias horas por dia a alimentar-se, já que precisam de se alimentar não só a si, mas a uma fêmea ou duas e eventualmente a algumas crias. As fêmeas não apresentam uma tão grande necessidade de camuflagem, uma vez que elas gastam a maior parte do seu tempo no ninho ou à sua volta, no qual se podem esconder facilmente se aparecer um predador.

Além disso, as fêmeas necessitam, por vezes, de ser bastante visíveis. Elas devem competir pelos ninhos com outros Eclectus e com as Cacatuas de crista amarela [Cacatua galerita], que muitas vezes se apropriam dos ninhos dos Eclectus (3). A fêmea Eclectus deve expor-se à frente do ninho com chamamentos e exibições que chamem a atenção para si própria (6), e as suas cores fazem-nas destacar-se melhor do manto da folhagem (5).

Apresentando-se de forma tão distinta, a fêmea pode dar a conhecer aos outros papagaios, que o seu ninho está ocupado e que eles se devem afastar. Isto funciona frequentemente por forma a prevenir conflitos, mas ainda assim, as fêmeas podem por vezes ter de lutar com intrusos, principalmente outros papagaios. As lutas entre Eclectus podem ser muito intensos, mesmo fatais (5).

As medições pelo espectrorradiómetro revelaram outro aspecto da biologia do Eclectus, que permaneceria em segredo caso não tivesse sido utilizado tal instrumento. Enquanto os machos Eclectus são difíceis de localizar na folhagem pelos predadores, eles são muito distintos e visíveis aos olhos dos outros papagaios quando estão perto do ninho (5). O verde destaca-se bastante quando está contra o castanho dos troncos, mas as medidas apresentadas pelo espectrorradiómetro evidenciam que as penas de um Eclectus também reflectem a luz ultra-violeta, cor que os outros papagaios podem ver, mas que os humanos e muitos dos predadores dos papagaios não conseguem. Assim, enquanto os Eclectus parecem brilhantes ao olho humano, eles parecem muito mais brilhantes aos olhos dos outros papagaios.


Referências bibliográficas
1. Marshall, R, and Ward. I. 2004. A Guide to Eclectus Parrots as Pet and Aviary Birds, (edição revista). ABK Publications. South Tweed Heads, NSW, Australia.
2. Grafen, A. 2000. Biologist who died after Congo expedition was leading Darwinian theorist who explained how natural selection acts on social behaviour. The Guardian. Março 9.
3. Heinsohn, R., Murphy, S., and Legge, S. 2003. Overlap and competition for nest holes among Eclectus Parrots, Palm Cockatoos and Sulphur-crested Cockatoos. Australian Journal of Zoology, 51, 81-94.
4. Legge, S., Heinsohn R., and Garnett, S. 2004. Availability of nest hollows and breeding population size of Eclectus Parrots (Eclectus roratus), on Cape York Peninsula, Australia. Wildlife Research, 31, 149-161.
5. Heinsohn R., Legge S., and Endler J.A. 2005. Extreme reversed sexual dichromatism in a bird without sex role reversal. Science, 309, 617-619.
6. Heinsohn R, and Legge, S. 2003. Breeding biology of the reverse-dichromatic, co-operative parrot, Eclectus roratus. Journal of the Zoological Society of London, 259,197-208.
7. Heinsohn R., Ebert, D., Legge, S., and Peakall R. 2007. Genetic evidence for cooperative polyandry in reverse dichromatic Eclectus Parrots. Animal Behaviour, 74, 1047-1054.
8. Heinsohn R. 2008. The ecological basis of unusual sex roles in reverse-dichromatic Eclectus Parrots. Animal Behaviour, 76, 97-103.
9. Heinsohn, R., Legge, S., and Barry, S. 1997. Extreme bias in sex allocation in Eclectus Parrots. Proceedings of the Royal Society of London Series B - Biological Sciences, 264, 1325-1329.
10. Clout, M., Elliott, G., and Robertson, B. 2002. Effects of supplementary feeding on the offspring sex ratio of Kakapo: a dilemma for the conservation of a polygynous parrot. Biological Conservation, 107, 13-18.


Por que razão tantas aves macho são extravagantes?

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Em aves sexualmente dimórficas, os machos são habitualmente mais pomposos na sua aparência, enquanto as fêmeas são mais enfadonhas. Isto porque as aves fêmeas frequentemente preferem acasalar com machos flamejantes e brilhantemente coloridos, enquanto os machos devem ser saudáveis e bem alimentados para poderem manter a sua plumagem vibrante.
Além disso em algumas espécies os biólogos demonstraram que os machos mais brilhantemente coloridos são mais resistentes aos parasitas do que aqueles com plumagem menos colorida.
As cores brilhantes ou as penas muito chamativas também actuam como uma desvantagem para os machos que as exibem, em relação aos predadores; mas aqueles que sobrevivam além de serem mais distintos, passam a exibir a excelência de apresentarem qualidades de se evadirem aos predadores.

Se uma fêmea acasalar com um macho mais belo e pomposo, as crias podem herdar as suas boas capacidades, inclusive de resistir aos parasitas, ou a sua habilidade superior de resistir aos predadores.
Nas espécies sexualmente dimórficas normalmente são as fêmeas que decidem o parceiro sexual, já que são elas que colocam mais energia na reprodução, uma vez que também têm de produzir os ovos. Uma fêmea que acasale com um macho “sem valor” pode perder mais do que um macho que escolha uma fêmea “pobre”.




a continuar em breve

A Ara macao: a aviculture será a resposta?
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Por Robert Alison


Têm sido tomadas medidas para evitar o declínio do número de Ara macao (arara escarlate) selvagens nas regiões neotropicais.

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A espectacular Ara Macao é uma das várias araras e papagaios de grande porte mais proeminentes que continuam a ver as suas populações selvagens a declinar nos neotrópicos. A perda de habitat e o roubo dos ninhos reduziram as suas populações para mínimos críticos, e algumas populações, em certos locais, desapareceram completamente. A avicultura deve ser a chave para salvar alguns daqueles que ainda restam.

Num encontro recente sobre Araras Sem Fronteiras (“Macaws Without Borders”), 32 peritos em psitacídeos confirmaram quão sombria a situação se tornou. Todos concordaram em classificar a Ara macao cyanoptera como em perigo.

A Federação Americana de Avicultura [A.F.A.] tem endossado esforços em libertar araras criadas em cativeiro na natureza para aumentar efectivos populacionais locais. Uma libertação preliminar na Península de Nicoya, na Costa Rica, teve tanto êxito que a A.F.A. concluiu que outras iniciativas idênticas seriam medidas conservacionistas apropriadas. A Fundação Tiskita da Costa Rica iniciou também programas de introdução similares.

A criação em cativeiro de Ara Macao tem tido muito sucesso nos Aviários Manana no sul da Guatemala. Este programa originou tantas araras que as autoridades decidiram rapidamente pela sua libertação, uma vez que os locais óptimos de libertação escasseiam cada vez mais. De acordo com o coordenador do programa, Scott McKnight, os habitats na Guatemala estão tão fragmentados que apenas no norte, no Departamento de Peten, existem locais de libertação aproveitáveis. A produção em cativeiro foi tão abundante que certos casais reprodutores não são autorizados a reproduzir em certos anos, com o receio de que se produza um excesso de stock.

O “Tambopata Macaw Project”, coordenado na Universidade de Duke (Durham, Carolina do Norte) , focou a sua atenção na sobrevivência das crias de Ara Macao em vários locais onde efectuaram libertações, no Perú e na Costa Rica. Estudos contínuos indicam que as araras criadas em cativeiro e libertadas, tiveram uma taxa de sobrevivência elevada na natureza: cerca de 74 % de sobrevivência para aves com menos de um ano e 96 % em anos subsequentes.

Em geral a Arara Macao tem uma distribuição desde o México até ao Perú, distribuição essa, que ocorre de uma forma desigual e repartida por pequenos territórios. As iniciativas de cooperação entre Costa Rica, Guatemala e Belize estão no bom caminho.

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Na Guatemala, a conservação da Arara Macao é uma prioridade. O “Scarlet Macaw Trial” foi estabelecido pela “Conservation International” como um projecto interpretativo para educar ecoturistas. Estudos preliminares na Costa Rica e Perú indicam que os ecoturistas não têm, em geral, impacto negativo nestas aves.

A população de Ara Macao na Costa Rica ocorre primariamente no Parque Nacional de Cordova, com cerca de 1000 aves e cerca de 350 na Reserva Biológica de Carara. Pesquisas significativas na Costa Rica focam objectivos na conservação das aves ainda existentes na natureza, com particular ênfase na protecção do habitat natural e eliminando o roubo dos ninhos. Em Carara acredita-se que mais de 95 % de todos as crias selvagens são roubadas dos ninhos, apesar de medidas legais cada vez mais rigorosas. Os ladrões que sejam capturados chegam a pagar multas superiores a $ 450.00 por crime. Estruturas experimentais anti-roubo foram erigidas em altura nas árvores guapuruvu [´Schizolobium parahyba´ ou árvore “gallinazo”, são árvores de crescimento muito rápido e madeira macia, onde as araras escavam os ninhos], mas as autoridades acreditam que não existe ninho invulnerável ao roubo.

As Ara Macao selvagens na área do rio Tarcoles na Costa Rica são extraordinariamente confiantes e deixam os humanos aproximar-se bastante. Na pequena localidade de Tarcoles, são visíveis casais de araras, especialmente na estação seca quando se alimentam nas árvores locais à procura de frutos e nozes.

O Earth Institute of Columbia University é o principal dinamizador de esforços para documentar a ecologia da Ara Macao e tentar implementar melhorias no sucesso da sua reprodução.

No Belize esta arara é uma espécie altamente ameaçada. A reprodução ocorre apenas em poucas áreas isoladas. O rio Raspaculo, no seu trajecto superior, é uma destas áreas de nidificação importante, mas com a evolução recente, pode vir a ser uma área muito ameaçada.

Estudos recentes confirmam que as araras se alimentam em áreas muito vastas, frequentemente deslocando-se mais de 100 km entre os locais de nidificação e de alimentação. Existem árvores consideradas estratégicas, que são elementos cruciais do habitat das araras. Em algumas áreas, apenas menos de 2 % da floresta original se mantém intacta, e muita vegetação considerada crítica para a sua alimentação foram eliminadas. Apenas uma coligação entre as três nações seria capaz de resolver a situação.

As araras reprodutoras são muito selectivas. Tendem a seleccionar individualmente apenas algumas árvores, com oríficios ninho apropriados localizados no tronco a cerca de 20 a 40 m acima do solo. Se tais árvores forem eliminadas parecem relutantes em nidificar em novas áreas.

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Robert Alison é um ecologista profissional, tendo ganho um MSc. (Universidade de Toronto) e Doutoramento (Universidade de Toronto, Zoologia). Ele tem sido um líder na fauna de Ecoturismo para Elderhostel nos últimos 16 anos, e estuda papagaios australianos há mais de 20 anos. Robert escreve para a Encyclopaedia Britannica, e para vários jornais e revistas nacionais e internacionais. Foi consultor da Humane Society, nos EUA, e actualmente é consultor da Canadian Wildlife Service, e da US Fish and Wildlife Service. Robert faz parte de várias comissões que tratam questões da Natureza na América do Norte.

Este artigo, inicialmente foi publicado no http://www.pipress.org

NOVO FÁRMACO DESPARASITANTE DAS AVES: TOPET OVO.
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Topet ovo, líquido, 20 ml




Este é um fármaco desenvolvido na Holanda, especialmente para as aves ornamentais de cativeiro, desparasitando: vermes redondos [vermes intestinais, sobretudo nemátodos do género ascaris], platelmintas [tremátodos gastro-intestinais], artórpodes [ácaros e piolhos] ..., e os seus ovos.

O fármaco provou ser extremamente eficaz.
Testámo-lo, no último ano, e os resultados foram notáveis. Nos casos em que antes perdíamos um número elevado de neophemas, por exemplo, devido ao transporte e às inevitáveis infestações por parasitas, no último ano não perdemos uma única ave por estas infestações.

O fármaco é muito seguro:

- a acção lenta do fármaco, assegura que não haja uma descarga rápida de parasitas e ovos, que causem oclusão dos intestinos;
- a longa duração de efeito assegura também a morte dos ovos dos parasitas.
- mesmo em caso de uma ‘overdose’ acidental, não provoca toxicidade na ave.
- porque foi desenvolvido especialmente para as aves ornamentais, a sua absorção é muito fácil e não impossibilita a ingestão de alimentos, como acontece com outros productos similares.

Desde a sua introdução no mercado, na Holanda, um número muito elevado de criadores passaram a usá-lo. O fármaco recebeu uma avaliação muito satisfatória em 98% dos 340 criadores que o usaram durante um ano.

Agora também disponível em Portugal.


NÃO HÁ MUTAÇÕES ... SEM OS ANCESTRAIS !
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Para ajudar os criadores interessados, vamos fazer UMA SÉRIE DE PROMOÇÕES

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Quem participou no MasterClass de Agapornis, ouviu o sr. Dirk Van den Abeele dizer, repetidas vezes: não é possível criar aves em mutações, com qualidade, se não se tiver casais muito bons de ancestrais.

As razões são óbvias:

* todas as novas mutações são fracas no início do seu aparecimento, e mesmo durante alguns anos. Os criadores que fazem casais de mutação x mutação irão experimentar muitos problemas:
- morte no ovo
- ovos não fertilizados
- morte precoce dos embriões
- crias muito fracas (se nascerem)
- desenvolvimento muito lento das crias
- acabando por resultar aves pequenas e fracas
- ...

* Nas espécies de Agapornis, um número considerável de mutações resultam de cruzamentos com outras espécies (transmutações).
Ex.: o primeiro lutino agapornis era lilianae; a partir desta espécie, foi transferido para o personatus e de seguida para o fischeri.
É muito óbvio que um híbrido de lilianae x personatus, e toda a sua descendência, nunca serão personatus puros.
Precisamos então de erradicar o mais possível as características do lilianae desta descendência. E para isso precisamos, claro, de muito bons personatus ancestrais.

* Uma das razões mais surpreendentes para manter um bom efectivo de aves ancestrais, é o facto de ser muito difícil de encontrar aves destas com qualidade e com características puras.
De certeza que os hábitos intensivos de criação de mutações são a principal causa, mas também a ignorância das pessoas, que não têm consciência das diferentes espécies. Muitas vezes perguntam-me se tenho agapornis para venda. Quando pergunto que espécie pretende, frequentemente respondem: “Bem, um agapornis, você sabe ...”. Como se os Agapornis fossem uma “marca” única e pudessem misturar-se à vontade.

Por outro lado os “standards” das mutações baseiam-se no dos ancestrais, pelo que é a estes que se pode ir buscar melhor qualidade para as mutações.

Por isso, sem mais demoras, aqui estão as primeiras promoções que oferecemos:

50 FISCHERI ANCESTRAIS, aves novas de excelente qualidade, com anilhas fechadas, de criadores muito conhecidos, não portadores de quaisquer mutações, ...

1 casal é 60 euros
3 casais são 50 euros / casal
10 casais são 40 euros / casal

As aves estarão disponíveis em finais de Junho e pode fazer-se a reserva desde já. Quem reservar primeiro, poderá escolher primeiro.

Nós também estamos à procura de um número elevado de personatus, nigrigenis e lilianae ancestrais de muito boa qualidade. Quando os tivermos, avisamos.


3-3 reservados josé carlos couto rodrigues, 19/5
3-3 reservados mauricio andrade, 19/5
1-1 reservado mário p. almeida, 21/5
10-10 reservados m.a. barocas, 25/5

Os Loris como aves de estimação
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Nos últimos anos, as aves de estimação nos Estados Unidos tornaram-se quase tão populares como os cães e gatos. A evolução nos cuidados médicos e de alimentação fizeram com que manter papagaios como animais de companhia se tornasse bastante fácil e práctico. No passado, as aves granívoras como as araras, conures e cacatuas eram os mais procurados e pretendidos como aves de estimação, mas aves mais complicadas tais como os loris, eram largamente neglicenciadas. Com a introdução das dietas comerciais disponíveis, manter loris tornou-se mais apelativo. A sua curiosidade natural e os seus comportamentos de "pequeno-palhaço", juntamente com as suas belas cores tornaram-nos animais de estimação, especialmente encantadores. Nos Estados Unidos, alguns dos loris mais regularmente mantidos são os Eos Bornea, Trichoglossus haemetodus, Pseudos fuscata, Eos reticulata, Lorius garrulous e vários membros do grupo Chalcopsitta.


A maioria dos Loris não são aves difíceis de reproduzir em cativeiro; no entanto, muitos criadores aperceberam-se que anteriores aves de estimação, que foram criadas à mão e domesticadas, tornam-se os piores pais. Podem frequentemente ser agressivos para o parceiro e irão por vezes destruir os ovos. Podem ainda ser bastante combativos para com as pessoas que os alimentam. Ao preparar casais de loris para a reprodução, os ninhos em forma de "L" são geralmente os mais usados e revestidos no fundo com aparas de madeira. As aves adultas irão normalmente dormir dentro dos ninhos, mesmo quando não têm ovos. As caixas ninho oferecem também um certo grau de protecção, do frio, para aves que estejam alojadas no exterior.
As jovens crias que são alimentadas à mão, em vez de criadas pelos pais são as mais desejáveis para animais de estimação. As crias devem geralmente ser retiradas do ninho quando têm entre duas a três semanas de idade. Isso permite-lhes abrir os olhos e habituarem-se aos humanos. Alguns criadores têm tido sucesso deixando os pais criar os filhos, mas manuseando e brincando com elas diariamente de forma que estas fiquem acostumadas ao contacto humano. Quando retiro crias do ninho, estas são colocadas numa maternidade aquecida. Como não estão emplumados, a temperatura é mantida a 35-37 graus celsius (95-98 F) inicialmente. À medida que começam a emplumar a temperatura é gradualmente diminuída. Quando alimento à mão crias de loris, eles são iniciados com uma papa de criação manual manufacturada, tal como das marcas Pretty Bird ou Kaytee, que é diluída com um nectar comercial para loris. A papa é gradualmente eliminada e substituída por somente nectar líquido para loris. A papa ou o néctar são aquecidos a sensivelmente 40,5 graus celsius (105 F). Enquanto a papa de criar à mão é normalmente administrada, a outros papagaios, através de uma seringa, eu descobri que é muito mais fácil alimentar os loris utilizando pequenos copos de papel tal como se usam nas casas de banho ou refrigeradores de água. As jovens aves aceitam este método, não há nada para esterilizar, e os copos podem ser jogados fora, ficando assim pouca sujidade para limpar depois da alimentação.


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Inicialmente, quando as aves são retiradas do ninho, alimento-as aproximadamente a cada quatro horas, desde as 8 da manhã até à meia-noite, ou seja, cerca de 5 vezes por dia. É permitido ao papo esvaziar-se completamente durante a noite. O intervalo entre as refeições é aumentado à medida que as aves ficam mais velhas, até que sejam alimentadas à mão apenas uma ou duas vezes por dia. É geralmente nesta altura que as aves começam a alimentar-se por si próprias, completamente.

Os loris são extremamente fáceis de desmamar. A sua curiosidade natural faz com que se interessem por qualquer coisa, incluíndo os alimentos, que tenham sido colocados no seu ambiente. Quando as crias estão aptas a deslocar-se e explorar o seu mundo, eu introduzo pratos com néctar, pó e pequenas quantidades de fruta para eles experimentarem. Eles rapidamente exploram estas taças com comida. A maioria das minhas crias de lori desmamaram-se elas próprias em curto espaço de tempo, depois de lhes terem sido apresentados os alimentos, que eles podem comer sozinhos. Uma vez desmamados alimento-os com Lory Life em pó, e nectar líquido da Avico. Adicionalmente, é-lhes oferecida uma variedade diária de frutos e vegetais, incluíndo milho, ervilhas, abóbora menina, maçãs, feijões verdes, papaias, pimentas, melões, bagas, pêras e batata doce. Também forneço aos meus loris adultos sementes em espiga e feijões nessa mistura. Uma fonte ampla de água fresca também é providenciada. Alimento as crias desmamadas e as aves adultas de manhã com o nectar e alimentos frescos, e o pó é deixado no viveiro durante todo o tempo.

Assim que as jovens aves estão emplumadas e capazes de se deslocar, são colocadas numa gaiola onde podem trepar e empoleirar-se. Quando uma ave está desmamada e pronta para um novo lar, as penas de vôo são aparadas para impedir que voem. Os loris com asas aparadas são capazes de voar alguma coisa, por isso é necessária alguma cautela quando as aves estão fora da gaiola, e nunca devem ser deixadas sem vigilância. Todas as aves que tenho estão aptas a voar; no entanto, muitos proprietários de aves de estimação consideram as aves menos assertivas e imprevisíveis quando estas são incapazes de voar.

Uma vez que os loris são aves extremamente activas, deve ser escolhida uma gaiola adequada. O espaço entre as grades deve ser apertado de maneira que a ave não possa prender a sua cabeça nelas e ferir-se. Quanto maior fôr a gaiola, mais feliz será a ave. No mínimo o lori deverá poder estender as suas asas e virar-se completamente sem tocar os lados. Os loris ocupam todos os bocados da gaiola, incluíndo o fundo, daí ser importante ter um bom substrato ou fôrro que assegure que se mantenha limpo. O jornal é um dos mais baratos e fáceis de manusear. Além de uma gaiola espaçosa, os loris também apreciam brinquedos durante a sua estadia na gaiola. Como eles adoram brincar, estes brinquedos são particularmente importantes. Gostam muito de coisas que façam barulho. Apreciam também baloiços e objectos soltos nos quais se possam pendurar e girar. Os brinquedos não necessitam de ser caros. Blocos de madeira, cartuchos das toalhas de papel e mesmo pequenos recipientes de plástico revelam-se excelentes objectos para os loris brincarem. Os loris têm tendência a ser algo excitáveis, especialmente durante as brincadeiras, e como resultado podem dar alguma bicada mais dolorosa. Como têm uma dieta diferente dos outros papagaios, os seus dejectos são um pouco mais húmidos do que aqueles que estamos habituados a ver nas outras aves. Durante anos esse facto afastou-os de se tornarem populares como aves de estimação. Ultrapassar o problema das fezes é fácil. Apenas precisa de imaginação. Uma cortina plástica de casa de banho pode ser pendurada de forma a proteger a parede por trás da gaiola, e é limpa facilmente. Uma esteira plástica, para cadeiras, pode ser colocada por baixo da gaiola. Também é fácil de manusear. Mas muitos proprietários de loris adquiriram ou fizeram gaiolas de acrílico ou colocaram painéis de acrílico à volta da gaiola.

A maior parte dos loris podem tornar-se bons faladores e mímicos; no entanto, os Chalcopsittas são os menos prováveis a poder verbalizar. A sua personalidade extrovertida faz muito do seu charme, mas essa mesma coisa, bem como o assunto dos dejectos, são as razões por que os loris nem sempre são a melhor escolha para um principiante como proprietário de aves. Pouco se sabe acerca da sua esperança de vida, mas com uma boa dieta e cuidados, é razoável esperar que o seu lori de estimação viva entre 15 a 25 anos. Durante muito tempo pareceu que se focavam apenas os aspectos negativos dos loris, e as suas inúmeras qualidades eram completamente neglicenciadas. Finalmente, este magnífico grupo de aves está-se a tornar mais popular e a receber o reconhecimento merecido. Este é um resultado directo da popularidade das convenções e seminários de aves e da difusão pela internet. Eles podem ser aves adoráveis e afectuosas.


Você não pode escolher uma ave mais interessante e excitante, para a sua companhia.

Fonte: M.W.
Autor: Margarethe Warden
tradução: Pedro Duarte

O transporte de aves

Milhares de aves mudam de mãos todos os anos. Sempre me assolou o facto de que poucas pessoas usam uma caixa de transporte de aves apropriada. Nem mesmo quando compram uma ave muito dispendiosa. O que é ímpar, porque uma caixa de transporte não adequada pode pôr em perigo as suas aves, em muitos aspectos. Além da sempre presente caixa de cartão, vejo regularmente jaulas de transporte para gatos, gaiolas completamente feitas de rede, topos de gaiola de canários com uma tábua aparafusada a servir de fundo, e até sacos de papel ou tecido!
Não me consigo conter a fazer uma observação acerca desta falta de bom senso, mas quase nunca surte efeito. Apesar disso, vou uma vez mais tentar fazer uma descrição daquilo que deve ser uma caixa de transporte adequada.


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Alojamento individual

Quase todos os papagaios e periquitos devem ser alojados separadamente. Porque as aves estão sujeitas ao stress durante o transporte, e algum tempo depois, podem agir por conseguinte ; podem morder outra ave, morder nelas próprias ou arrancar as suas penas, agir braviamente, gritar,… Assim, o alojamento individual é a medida mais apropriada. Algumas aves também são portadoras de germes ou doenças. Quase instantaneamente depois de serem transferidas para a caixa de transporte, todas as aves defecam. Devido à situação do stress, em muitos casos, os germes são activados. Se outra ave estiver presente na mesma caixa, pode facilmente apanhar esses germes e é fácil adivinhar as consequências. O alojamento individual restringe o perigo para as outras aves.




Não demasiado grande, nem demasiado pequena.

A ave deve poder manter uma posição normal de pé com as suas asas repousadas, dentro da caixa de transporte. No máximo, deve poder dar a volta com algum esforço. Use uma caixa que não permita à ave abrir as suas asas, porque ela vai experimentar , e possivelmente magoar-se. Uma ave que consegue abrir as asas, ficará com a ideia que pode escapar… e irá tentá-lo. A caixa deve ter o comprimento total da sua ave, incluindo a sua cauda, mais 5 a 10% extra.

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Escuridão interior

Não completamente escuro, mas quase. Isso manterá as aves muito mais calmas e estas irão sentir-se mais seguras. Caixas completamente abertas dão mais uma vez a ideia que elas poderão voar. Uma caixa escura tem o efeito oposto. Faça alguns furos no topo e laterais, não apenas para deixar sair e entrar o ar, mas também para deixar que as aves espreitem através dos buracos.

As patas das aves devem ter um apoio

O fundo da sua caixa deve ser de madeira e não macia. As unhas/ patas devem poder agarrar-se a alguma coisa sem muito esforço. Um poleiro é o ideal, mas não essencial. Alguns pequenos bocados de madeira, aparafusados ao fundo podem fazer o mesmo efeito, também.

Recipientes de comida e água

Fixe-os firmemente a um topo da caixa, onde consiga alcançá-los facilmente. Preferencialmente feitos de aço, alumínio, plástico duro,… de modo que as suas aves não os consigam destruir. Não coloque demasiada comida nos recipientes, a maior parte desta será derramada de qualquer forma. Se as suas aves não vão estar mais de 3 horas na caixa de transporte, não se preocupe em fornecer-lhes água; elas não vão bebe-la e o balouçar na viagem só vai derramar a água, fazendo uma completa lixeira na sua caixa de transporte. Nestes casos, é melhor fornecer aos seus pássaros, um bocado de maçã ou outra fruta dura. Lembre-se que a maior parte dos psitacídeos pode aguentar sem água até dois dias. Mas se lhes guarnecer um recipiente com água, ponha uma esponja (suficiente grande para não ser ingerida). Assim as aves vão conseguir beber e a esponja previne o derramar da água.

Dica: dê às suas aves alguns ramos verdes para roer, mesmo ainda com as suas folhas. Isso irá desviar a atenção e evitar que destruam a caixa de transporte, ou alguma coisa no seu interior.

Material

A maioria das caixas de tranporte de aves ainda é feita de madeira, e irá servir as suas necessidades, muito bem. O melhor é não pintar a madeira, nem aplicar verniz. Se possível escolha contraplacado marítimo. Tente fazer as laterais e topo tão macios quanto possível, de modo que as suas aves não se magoem em lascas ou bordas afiadas.

O plástico não é recomendado; durante o tempo quente vai tornar-se verdadeiramente abafado e as suas aves vão sofrer obrigatoriamente. Para transportar araras, cacatuas ou outros papagaios de grande bico, pode considerar caixas de alumínio ou aço. Caixas de madeira podem não resistir às bicadas destas aves. Novamente: alguns ramos frescos podem ajudar a ultrapassar isso.

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Portas e "janelas"

As caixas mais bem concebidas têm duas portas: uma no topo, uma na lateral. A do topo é usada para colocar a ave dentro da caixa. Deve ser apenas ligeiramente maior, que a sua mão, segurando no pássaro. Se for demasiado grande , assim que libertar a ave, esta pode virar-se repentinamente e escapar. A porta na lateral seria melhor se fosse deslizante na vertical, usada para libertar a ave no seu novo lar. Utilizando este tipo de porta, evita ter que agarrar novamente a ave, consequentemente evitando mais stress. Para manter as portas fechadas, use parafusos e fechaduras de boa qualidade, que não se abram facilmente.





Mais

É preferível escolher/ fazer uma caixa de transporte, que você possa abrir completamente ou pelo menos que seja fácil de limpar. Não a faça demasiado pesada; experimente sentir o peso apenas com uma mão.

Imediatamente após ter libertado as aves, limpe a caixa a fundo.

Guarde-a num local onde ratos, ratazanas ou outros vermes não a possam alcançar.

Antes de a voltar a usar, limpe bem o pó e as teias de aranha, e se necessário substitua as partes danificadas.

Nunca transporte as suas aves na mala do carro! É sabido que os gases entram frequentemente na mala, sufocando as suas aves.

Considere o seguinte…

…uma boa caixa de transporte pode custar-lhe apenas 50 euros. Uma ave perdida devido à caixa de transporte imprópria, é geralmente muito mais dispendiosa.


Fonte: varia
Autor: Lucas
tradução: pedro duarte